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*Adaptado da Revista MultiLingual, nº 98 – setembro de 2008
O projeto de unificação do idioma vem sendo aplicado mundialmente e traz discussões sobre o assunto, principalmente no que concerne à qualidade das traduções. Os documentos traduzidos precisam, entre outros pontos, não transportar o estilo do idioma original, mas sim dar a impressão de terem sido originalmente escritos no idioma-alvo. tradutor tem sempre como meta optar pelo sinônimo mais adequado de cada palavra, para que o texto fique o mais natural possível, porém a questão é: como alcançar esse objetivo em um idioma que pretende ignorar os regionalismos?
Esse é o principal problema ao traduzir um material para o espanhol neutro. Como esse idioma não é oficial, o texto pode ser compreendido em diversos países, entretanto, poderá não parecer natural em lugar nenhum. Mesmo palavras comuns podem ter significados diferentes ou até serem ofensivas ao leitor final. Por exemplo, a simples expressão “pegar o ônibus” pode ser traduzida de diferentes formas, no México utiliza-se tomar/agarrar elcamión, na Colômbia, coger el autobús, e nunca camión(caminhão). Na Argentina o ver-bo cogerseria pejorativo, onde se usa tomar el colectivo.
Assim, por algumas vezes ser inevitável o uso do espanhol neutro ou da América Latina, o primeiro passo para diminuir problemas quando a verba for limitada, é definir claramente qual o público-alvo, ou seja, para qual ou quais países o produto será exportado e para qual país a expectativa de vendas é maior. Por exemplo, se a localização for para um produto a ser vendido no Peru, Argentina e Porto Rico e com possibilidade de maior aceitação na Argentina, certifique-se de utilizar um tradutor nativo daquele país.
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